Obrigado a todos os vivos,
E também a todos os mortos.
Aos que vivem: o horizonte,
E aos que deixaram de viver,
Que não passaram do dia de ontem,
Um aviso:
Derreteu-se a ultima das geleiras!
Caídos estão os últimos alados!
Encontro estilhaços das bombas,
No ponteiro do relógio que se esqueceu,
Me esqueceu preso por aqui,
Bombas, de efeito MORAL...
Todo perigo já não é,
As lagrimas destinadas ao chão,
Inundam a solidão de quem não conheço,
A chorar no berço das horas incautas.
Flutuei alto acima do céu,
E de todos aqueles que pensam voar,
Vôos rasantes e pensamentos mordazes,
Impediram que eu fosse alcançado.
A aterrissagem foi caudalosa...
Como quem erige das gretas cutâneas,
Sabendo que será abatido a seu momento,
Ao momento de neurastenia minha.
Esse carnaval de sentimentos ornados,
Ferem a aura daqueles tímidos filhos,
Que nasceram para aos vermes alimentar,
De forma que qualquer solidão seja perdoada.
Demonstrar o que ando sentindo,
É submeter à morte todo desejo irrealizável!
E a vida, a inocência permitida...
Antes que a dor deixe de nos afetar.