quarta-feira, 20 de abril de 2005

O Sono dos Anjos Caidos

A noite não começa,
Meu dia parece não ter fim,
O sol brilha alto,
Como quem supõe,
Com alguém que brilha sem saber.
Me volto inebriado,
Vejo tuas costas nuas,
Vias e veias apetecem,
Sinto que renasci.
Teus olhos,
Aos meus intimida,
Tua boca,
À minha se entrega.
À flor da pele,
Seguro firme tuas mãos,
Fecho os olhos,
Tudo é entrega.
Diáfano engano...
Confusão de sentidos que dopam,
Não me reconheço mais ao seu lado.
Pedir pra não ser esquecido,
Arrepia-me a idéia a alma,
Mas se preciso for,
Não medirei esforços!
A realidade que tive ontem,
Com você por perto,
Era calmamente caótica,
Como sempre desejei em meus sonhos.
Devo lamentar ou agradecer,
Pelos dias serenos que me destes?
É hora de agir,
Circuncidar esse passado melado,
Quase diabético de morte,
E domar a fera que torna a bramir,
Dentro do meu ser que inflamável,
Pede por mais uma centelha desse gosto.
Acorda-me que está em tempo!
Por favor, alguém, eu suplico!
Acorda-me já!
Acordem me qualquer que leia,
Qualquer que tenha passado por isso.
Acordem a vós mesmo antes disso.
É hora!

terça-feira, 12 de abril de 2005

Entrevista com Arnaldo Jabor.

Programa "Roda Viva", Segunda, dia 11...

Arnaldo Jabor em saia justa quando lhe fizeram
uma simples pergunta inspirada em suas últimas
crônicas e em seu recente livro "amor é prosa,
Sexo é poesia" sobre o relacionamento homem x mulher
que dizia: "O que uma mulher procura em um homem?".

Devaneou, filosofou, fugiu do assunto para
não responder nada de substancial e alegou que "essa
é uma pergunta difícil de se responder....não existe o
que "A mulher" procura em "Um Homem" pois são
Homens e homens e Mulheres e mulheres...eis a dificuldade
não se pode generalizar...".

O cronista que muitas vezes, infelizes vezes, banaliza
o amor e o compara com "prosa" e “prosa” com as
discussões do dia a dia entre casais e exalta o sexo que é
“dinâmico”, “arrebatador”, alegou que trata
o tema em suas crônicas com “provocações”...lê-se generalizações.
Provocações venenosas e modistas que quando colocadas em
xeque mostram-se frágeis como quem as idealizou.

No restante da entrevista o cineasta, cronista, alfineteiro e etc,
que como muitos brasileiros, se acha conhecedor de tudo e dana
a falar “o que lhe vem a mente” com se fosse uma inspiração
divina, falou de política, economia, cinema, televisão,
e emitiu opiniões como quem sabe apenas as trivialidades
sobre tudo que demonstra ser exímio conhecedor. E como se
não bastasse ainda se lamentou por não considerarem o seu
trabalho como um trabalho “performático” e “artístico”. Lamentou-se
como quem quer ser uma espécies de astro da TV, um paradigma em
sua profissão de o inigualável “show man” televisivo...

Esse senhor, infelizmente, é considerado por muitos um
formador de opinião em nosso país e é com esse tipo de opinião
que continuaremos a correr atrás do próprio rabo
numa infame involução social e sobre tudo, humana.

Lembrem-se, de bom entendedor, o inferno também está cheio!!