quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Juízo Inflamável

Controle-se! Você foi chamado,
Adestrarás a natureza indômita,
E logo do carvão ressurgirás,
Como vento represado no mar.
Acalma-me o peito a lento,
De forma a munir a mão sozinha,
De extrema esquerda xiita.
Quando o sono cessar,
Aquele que se mostra a toda prova,
Carcomido pernoitará nos pastos...
E o verde meio amazônico dos olhos,
Encontrará aflito a razão!
Um juízo de quem leva consigo,
Toda obra inacabada,
Tendo com tenda abrigadora,
Devolutas maneiras de sonhar.
Corre e depreca por mim,
Combinando cetros a teu luto,
Meu renovo a tua injuria,
Ante o maior tesouro que por ai há.
Devolve apenas o que se pode,
O demais... Joga-o fora como a ti mesmo!
Depois de lutas e mais lutas,
Assenta tua vivacidade a meu lado,
Compartilhe de suas infinitas glórias,
Lembrando sempre das centelhas...
Das fogueiras que dormirão acessas!
Sei que farás o, contudo valer a mim,
Sem que desconfie do destino dado,
Fado. Fadado fado fadado!