segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Uma faca, um queijo e um pao

Sentei-me à mesa de jantar,
Dispostos à mão,
Uma faca, um queijo e um pao!
Resolvi pensar na vida,
E dela abrir mão.
Do queijo ao pulso,
A faca voou como um arpão.
Surpreendente o pulso me valeu,
Como fogos em dia de São João.
Se abriu à partir do queijo,
O solitário desejo,
À qual perdi meu coração.
E sem que me desse conta,
Lembrei-me do beijo,
E recobrei de pronto, minha razão.
Magoado e chorando,
Cortei o pão e o queijo,
Comi com aquele anseio,
De quem esconde um segredo.
Um Segredo em meu coração.
Torno a pensar na vida,
Sufragado por pensamentos,
Que a tempos me sufocam,
E volto atrás mais uma vez!
Desisto de mim sem luta,
Delírio que persiste,
Lágrima que insiste,
Deixa-me em paz!
Ou morro pela mão da decepção,
Ou pela solidão que me abraça.

Nefelibata