domingo, 30 de janeiro de 2005

Noticia 1

O novo Website official da cantora e compositora Loreena
Mckennitt está atualizado e no ar também na versão em
português. Para quem gosta de new age e música celta, é
sem duvida uma das melhores compositoras do genero na
atualidade. Cliquem na imagem e confiram o site.


sábado, 29 de janeiro de 2005

Cabeça Oca

Sempre acreditando no impossível,
Ele seguirá os mandamentos ditados,
Para que os filhos de suas filhas,
Exerçam o tal do livre-arbítrio.
Muito por fazer, pouco a dizer,
Os ventos surgem e levam alto,
Qualquer comportamento incomum,
Daí em diante, nada podemos fazer.
Sinos evocam o adormecido,
E o sangue do mártir,
Escorre novamente em vão,
Para que você olhe e diga:
- Eu posso!
Posso fazer bagulhos e guardá-los,
Inventar razões e sugerir morte,
Tudo posso, pois, ninguém me fortalece.
Segue. Segue, adiante um tumulo,
O dizer na lapide não importa,
Posto que quem está debaixo, jaz...
Descansa em paz.
Nessa vida o que mais importa,
Acaba por mofar numa pasta fechada,
Não encontrada na estante,
De casas que não nos é familiar.
Mas a fé que move barganhas,
Move também o nosso eixo,
Meridianos que explicam,
A repulsa e atração dos corpos.
O medo que cerca tuas vontades,
Contrapõe todo teu fútil ser,
Às simples convicções do velho ancião,
Que acredita mesmo longe dessa vida...

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Deixe o Sol Brilhar

Ás vezes amargo sozinho,
Palavras que ecoam vazias,
De um lado para o outro,
Sucumbindo a todo tempo.
Ao menos uma vez,
Quero o toque,
O beijo não dado,
O abraço negado,
Sua falta é a ordem.
Espero ansioso um dia,
Uma chance, uma volta,
Aquele velho olhar sumido,
Perdido em mim.
Mas o sol trás um novo dia,
E deixo o sol brilhar,
Deixe o sol brilhar,
Sem mais...
Deixo o sol brilhar,
Deixe o som falar...
Palavras não adiantam,
Rasgo as cartas e tudo mais,
Que não me pertencerão,
Ao menos uma vez,
O som do sim não é promessa.
Num dia-a-dia sem sol,
Desculpas esfarrapadas,
De nada adianta para nós,
É o brilho de um novo dia,
E deixo o sol brilhar,
Como teus olhos nos meus,
Deixo o sol brilhar,
Como quem pasmo vê pela primeira vez o mar,
Deixe o sol entrar,
Deixe o sol brilhar.

domingo, 9 de janeiro de 2005

Ter um Heroi

Quando era menino,
Achava a vida um saco,
As coisas pareciam ser,
Como nos filmes da Tv.
As conquistas da juventude,
Faziam-se a contradizer,
Àquilo que queria ser,
Quando terminasse de crescer.
Mas tive sim um ícone,
Força arrasadora,
Singela estrela solitária,
A guiar tímida meus passos.
Envolto a conselhos,
Tua vivencia era o testemunho,
Diante toda carenagem enferrujada,
Teu sorriso era meu mapa.
Meu coringa jogado,
De um baralho rasgado,
Desse mundo imundo,
Que não te deixa de lado.
Seus braços abertos,
Meu herói, você me acolheu!
Ora vestido de luz,
Ora travestido de vergonha,
Sempre admirei o seu andar,
Trôpego sem vacilar,
Em busca de sonhos...
Miragens de oásis,
Em desertos que nunca existirão.
Sim, meu herói,
Da infância à idade morta,
Sem sexo, idade, conceitos,
Quis, contudo crescer igual,
E tudo que consegui foi ser diferente,
Para que suas idéias e visões,
Se realizassem em mim.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

3 Minutos

Uma fenda aberta no telhado,
É sensação de agonia repentina,
Se apoderando, invadindo,
Meu pensamento imerso se afoga.
Quanto mais tento esquecer,
Mais perto do céu apodreço,
Exatos três minutos de ar,
Antes de o meu coração parar.
As estrelas brilham perto,
Os olhos irritadiços, ofuscados,
Observados pela fenda aberta,
Vê a esperança ultima nas ultimas.
Às vezes se chega longe pra nada,
O escrito nos livros não revela,
O caminho do inexato vácuo,
Da ausência presente em mim.
De todos os sonhos,
Aquele que não esqueci,
Figurava uma rara beleza...
Irreconhecível face de um deus!
O oxigênio abundante, falta,
Agrava o estado de um corpo,
Que esquecido por muitos,
Entreguei-me ao acaso.
Sucumbir ao som da razão,
Da mão que não ajuda,
Do perdão não perdoado,
Antes do fulminante ataque!
Minha gratidão eclode dos poros,
Somos alma, sentimento e fogo,
A razão é para as horas vagas.

domingo, 2 de janeiro de 2005

A Vida dos Desalmados

As ninfas da terra,
Seduzem nephelins do céu,
E amados por todas,
Seus dias de gloria começam.
Do amor ao sol,
Sem asas, desfigurados,
A beleza só nos importa,
Na juventude que se esvai,
Na ampulheta do meu tempo.
A fé de se começar a vida,
Diviniza mais uma vez,
As almas apaixonadas,
Dos que andam sem sair do lugar.
Mesmo diante do pecado,
Que impede a união dos seres,
Succubus não se sujeita jamais.
E é assim,
De queda em queda,
Traição de hora em hora,
A vida se refaz para os céus,
Diante dos véus que caem,
E diante da terra,
Por todo coração desolado.





Pressagio do Mal

(Essa é a primeira postagem de 2005 e
para comemorar o novo ano, essa poesia
é uma volta ao primeiro estilo literario a
qual pertencia à época dos meus primeiros
rabiscos.)


Um toque gélido assola,
Estridentes gritos alucinam,
E minha noite adormece,
Junto aos sonhos que se foram.
Demônios sorriem para mim,
Da ponta de seus cascos,
À dobra de seus chifres,
Enobrecem minhas vistas.
O show do inferno começa,
Os mortos tomam cada rua,
E jamais sentirei um vazio,
Que Deus não preencheu.
Senhora das aflições eternas,
Apanhe em teus braços,
Leve ao fim do mundo,
E largue todo anjo caído.
Eu sei, dos dias que não acabam,
Como as horas que não passam,
A morte ceifa vidas,
Sem escolher a quem levar.
Fazer o que se pode,
Fazer o que lhe deixam.
Antes de o sol raiar,
Quero tocar seu Deus por trás,
Derrubar as grades que cercam,
Aleijar o último leão de Judá.
Sangue gangrenado surge...
Brotando de meu semblante,
Cansado de correr sem saber,
Aonde meu centro,
Torna-se você.
Encostado num canto,
Vejo sentimentos mortos,
Tortuosos quebra-cabeças,
A serem completados por ti.