domingo, 9 de janeiro de 2005

Ter um Heroi

Quando era menino,
Achava a vida um saco,
As coisas pareciam ser,
Como nos filmes da Tv.
As conquistas da juventude,
Faziam-se a contradizer,
Àquilo que queria ser,
Quando terminasse de crescer.
Mas tive sim um ícone,
Força arrasadora,
Singela estrela solitária,
A guiar tímida meus passos.
Envolto a conselhos,
Tua vivencia era o testemunho,
Diante toda carenagem enferrujada,
Teu sorriso era meu mapa.
Meu coringa jogado,
De um baralho rasgado,
Desse mundo imundo,
Que não te deixa de lado.
Seus braços abertos,
Meu herói, você me acolheu!
Ora vestido de luz,
Ora travestido de vergonha,
Sempre admirei o seu andar,
Trôpego sem vacilar,
Em busca de sonhos...
Miragens de oásis,
Em desertos que nunca existirão.
Sim, meu herói,
Da infância à idade morta,
Sem sexo, idade, conceitos,
Quis, contudo crescer igual,
E tudo que consegui foi ser diferente,
Para que suas idéias e visões,
Se realizassem em mim.

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