Uma fenda aberta no telhado,
É sensação de agonia repentina,
Se apoderando, invadindo,
Meu pensamento imerso se afoga.
Quanto mais tento esquecer,
Mais perto do céu apodreço,
Exatos três minutos de ar,
Antes de o meu coração parar.
As estrelas brilham perto,
Os olhos irritadiços, ofuscados,
Observados pela fenda aberta,
Vê a esperança ultima nas ultimas.
Às vezes se chega longe pra nada,
O escrito nos livros não revela,
O caminho do inexato vácuo,
Da ausência presente em mim.
De todos os sonhos,
Aquele que não esqueci,
Figurava uma rara beleza...
Irreconhecível face de um deus!
O oxigênio abundante, falta,
Agrava o estado de um corpo,
Que esquecido por muitos,
Entreguei-me ao acaso.
Sucumbir ao som da razão,
Da mão que não ajuda,
Do perdão não perdoado,
Antes do fulminante ataque!
Minha gratidão eclode dos poros,
Somos alma, sentimento e fogo,
A razão é para as horas vagas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário