segunda-feira, 12 de junho de 2006

Experiência Quase Morte






E.Q.M
Poética destruida por eles,
Que querem tanto solver,
A lua debaixo do encontro,
Alçados por estrelas mortas.
Ossada fraturada de viver,
Recoberta por pelancas...
Não merecedoras do altar,
E da adoração servil tua.
Loucuras que não impedem,
Um sentimento vacilante,
De derrubar o solitario intimo nosso,
A pisar descalço a brasa.
E nas piores badaladas horas,
Um sussuro rasteja de lá,
A dizer o que precisa ouvir,
Precipitas-te daqui infame porco!
Surja, surja...
Renove, renove...
Declare sono a guerra alheia,
Deite-se como que acorda!
De um sonho insondável.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Místico Escrínio

Há muito esquecido tempo,
Um achado que perdido estava,
Emergiu de alto a alem...
Chegou ate mim em sonhos.
Notei uma pálida face,
Forma de lua que chama,
Clama com um sopro firme,
Descortinação de falácias.
O perdido pode ser retomado,
Devendo às mãos certas,
Escolher o desvelo do místico,
Mistério!
Minha fortaleza,
Castelo de cartas de um baralho,
De compleição levemente robusta,
Chamusca olhos atrevidos...
Incrédulos!
Encontros de sons e ritos,
Encosta-me de costas numa encosta,
Ilha flutuante, querebetã harmônico,
De gafanhotos e almas.
De reencontros e mentiras.
De falsos começos a retomar historias,
Inacabadas em escombros ou construções civis?
Dançam juntas a procura,
Da pandora destroçada caixa,
De nossos corações calados.
Embora de lá pra cá,
Norteando a vista cansada,
Sem que desmorone o valete,
Pois, esse às será um dia sua dama.
A tampa fraqueja e cai,
Isola o sonho de uma vida,
Na sonoridade oca e fúnebre,
Do caixão que desce à cova.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Lembre-se de Que Estais Vivo

As estórias que contei,
Mentiras que te seguem,
Confesso não estar preparado,
Mas a hora vai chegar.
Lembre-se de morder o pé,
Ou cruzar com o seu sexo,
Dando cambalhotas...
Outro jeito de amar é assim,
Dito que estamos decapitados,
De idéias geniais e outros genitais,
Sondar a magia virtual,
E relar nos fundos do imaginário.
Mas nada disso adianta se me esqueço,
Que logo mais estarei dormindo...
Pergunto-me se devo relembrar,
Vidas que vivo e decido,
Faces de moedas inflacionadas,
Do sono que não sossega,
E do vinho que não tolera,
Um verso a mais que passa!
Sobrepõe a si alguns trôpegos,
Lamentos incontidos,
Por não conseguir versar,
Sobre não versar após lembrar-se...
De esquecer que nada que foi dito,
Adormece você agora,
E segue nas altas da madrugada.
(VIVO!)