quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Lembre-se de Que Estais Vivo

As estórias que contei,
Mentiras que te seguem,
Confesso não estar preparado,
Mas a hora vai chegar.
Lembre-se de morder o pé,
Ou cruzar com o seu sexo,
Dando cambalhotas...
Outro jeito de amar é assim,
Dito que estamos decapitados,
De idéias geniais e outros genitais,
Sondar a magia virtual,
E relar nos fundos do imaginário.
Mas nada disso adianta se me esqueço,
Que logo mais estarei dormindo...
Pergunto-me se devo relembrar,
Vidas que vivo e decido,
Faces de moedas inflacionadas,
Do sono que não sossega,
E do vinho que não tolera,
Um verso a mais que passa!
Sobrepõe a si alguns trôpegos,
Lamentos incontidos,
Por não conseguir versar,
Sobre não versar após lembrar-se...
De esquecer que nada que foi dito,
Adormece você agora,
E segue nas altas da madrugada.
(VIVO!)

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