Esta é a letra de uma musica da banda de rock
progressivo Pink Floyd. Do que será que trata
essa letra? Traduzido por Fernando P. Silva.
Você precisa ser louco, você precisa ter um motivo de verdade
Você precisa dormir sobre seus dedos do pé
E quando você estiver na rua
Você precisa ser capaz de distinguir a carne fácil
Com seus olhos fechados
E depois se movendo silenciosamente
Contra o vento e escondido
Você precisa bater No momento certo e sem pensar.
E depois de um tempo, você pode trabalhar em pontos da moda
Como o clube da gravata, e o clube “firme aperto de mão”
Um certo olhar fixo nos olhos, e um sorriso fácil
Você tem que passar confiança para as pessoas que você mente
Para que quando elas virarem as costas para você
Você tenha a chance de esfaqueá-las.
Você tem que manter um olho sempre aberto
Você sabe que isto está ficando cada vez mais difícil, difícil
Conforme você envelhece
E no fim você arrumará as malas, e voará em direção ao sul
Esconderá sua cabeça na areia
Apenas outro triste e velho homem
Sozinho e morrendo de câncer.
E quando você perder o controle,
Você irá colher o que tem plantado
E á medida que o medo cresce,
O sangue ruim pára de correr e endurece
E é tarde demais para soltar o peso
Você costumava jogá-lo por aí
Então se afogue, enquanto você afunda sozinho
Arrastado para baixo pela pedra.
Tenho que admitir que estou um pouco confuso
Às vezes me parece que eu estou sendo usado
Preciso ficar acordado,
Preciso tentar e sacudir esse mal-estar rastejante
Se não estou pisando em meu próprio chão,
Como posso encontrar a saída deste labirinto?
Surdo, mudo e cego, você apenas continua fingindo
Que todo mundo é dispensável
E ninguém teve um amigo de verdade
E parece que para você
A solução seria isolar o vencedor
E você acredita de coração, que todo mundo é um assassino.
Quem nasceu numa casa cheia de dor?
Quem foi educado a não cuspir no ventilador?
Quem foi que disse o que devemos fazer pelo homem?
Quem foi à falência através de pessoal treinado?
Quem estava usando colarinhos e correntes?
Quem cedeu um assento no banco das testemunhas?
Quem estava fugindo do público?
Quem estava sozinho em casa com um estranho?
Quem foi triturado no final?
Quem foi encontrado morto ao telefone?
Quem foi puxado para baixo pelas pedras?
sexta-feira, 17 de setembro de 2004
domingo, 12 de setembro de 2004
Noites em Claro
Mais uma noite solitária,
Desacertos sem consertos,
Visitam minha consciência,
Que não me deixa dormir.
Quero experimentar o sal,
O sol e o vôo das privações,
Tudo condicionado ao azul,
Imerso céu seu. Arrebatador!
Denuncia-me à faca ao peito,
Sem chance de fuga...
Um dia espero reencontrar,
O elo enferrujado que nos prende,
Mas que já nos fez tão feliz.
Proponha-se a vida a me conter,
Investigar o que está a vista,
Correndo atrás do rabo,
Dogmas separam os que lutam,
Pela unificação dos povos.
E o que importa no final,
O que deve ficar quando,
Derrubarmos nossos muros,
E nos libertarmos de toda prisão?
Começo, Inauguração, Ilusão,
Falseado fim pra todos que terminam.
E recomeçam do meio termo,
Seguindo os primeiros passos.
Desacertos sem consertos,
Visitam minha consciência,
Que não me deixa dormir.
Quero experimentar o sal,
O sol e o vôo das privações,
Tudo condicionado ao azul,
Imerso céu seu. Arrebatador!
Denuncia-me à faca ao peito,
Sem chance de fuga...
Um dia espero reencontrar,
O elo enferrujado que nos prende,
Mas que já nos fez tão feliz.
Proponha-se a vida a me conter,
Investigar o que está a vista,
Correndo atrás do rabo,
Dogmas separam os que lutam,
Pela unificação dos povos.
E o que importa no final,
O que deve ficar quando,
Derrubarmos nossos muros,
E nos libertarmos de toda prisão?
Começo, Inauguração, Ilusão,
Falseado fim pra todos que terminam.
E recomeçam do meio termo,
Seguindo os primeiros passos.
sexta-feira, 3 de setembro de 2004
Rosácea Escarlate
Sentimento rorifluo matutino,
Asperge, felicita, convida,
Do sono despertas,
Inefável arte de emudecer.
Amanhecendo o estado calamitoso,
Espero sem piscar,
Absorto num aborto mental,
Mênstruo a gineceu aberto!
O olho que nos olha do alto,
De fato está dentro...
Timidamente a nos chamar,
A bailar sob o tépido sol nascente.
A perigo, tais sentimentos,
Em extinção migram,
Adentro aterra prometida,
Minha mente vazia.
Sorrindo sigo em frente,
Subindo seus percalços alados,
Cuspindo nas tuas limpas vestes,
Dormindo sono pagão.
Se esta rosa pudesse falar,
Certamente diria-se de si:
- Mais um pouco, aos tragos,
Consumirei a quem me consomes!
Desditosa rosa eterna,
Levou-me a mim a alma,
Em fragrância fugas,
De um amor que já esqueci o cheiro.
Asperge, felicita, convida,
Do sono despertas,
Inefável arte de emudecer.
Amanhecendo o estado calamitoso,
Espero sem piscar,
Absorto num aborto mental,
Mênstruo a gineceu aberto!
O olho que nos olha do alto,
De fato está dentro...
Timidamente a nos chamar,
A bailar sob o tépido sol nascente.
A perigo, tais sentimentos,
Em extinção migram,
Adentro aterra prometida,
Minha mente vazia.
Sorrindo sigo em frente,
Subindo seus percalços alados,
Cuspindo nas tuas limpas vestes,
Dormindo sono pagão.
Se esta rosa pudesse falar,
Certamente diria-se de si:
- Mais um pouco, aos tragos,
Consumirei a quem me consomes!
Desditosa rosa eterna,
Levou-me a mim a alma,
Em fragrância fugas,
De um amor que já esqueci o cheiro.
O Canto Barroco do Bruxo Visionário
Sabíamos do acontecimento,
E não fizemos absolutamente nada.
A hora chega e a camada de óleo,
Em primeira mão se assenta ao pó.
Você viu antes de todos,
Omissa, submissa, insossa...
Deixou que o cortejo seguisse,
Lamenta-se pelas rosas ofertadas?
Os melhores dias de sua mocidade,
Arrefecidos pelas mãos desatentas,
Daqueles que nos grilam amiúde,
Disfarçados de luz e paz.
Burilai-nos com tua onipresença,
Tu que andas pelas encostas crismadas,
Sempre soubemos das dádivas,
E também das esmolas sujas!
Passei muito tempo a gritar por ti,
Mas nunca ouvi sua voz de prontidão,
Somente meu próprio som a chocar-se,
Contra as paredes do cosmo.
Velhos amigos, velhos ideais,
O tempo anda sem mostrar o rosto,
Mas seus sinais sulcam face a face,
Gume a gume, noite a noite.
Hoje não sei pra que sirvo,
Vívidos dias vividos em melodias,
Dissipados em ouvidos leigos,
Servos de deuses e dogmas abstrusos.
Ambrosia rebelde, pecado eterno,
Comece já, absorva o que a vida lhe dá,
Levantemos os joelhos do chão,
E caminhemos até a outra margem,
A margem ilusória de nossos sonhos,
Assim, não se morre ao nascer de cada dia.
E não fizemos absolutamente nada.
A hora chega e a camada de óleo,
Em primeira mão se assenta ao pó.
Você viu antes de todos,
Omissa, submissa, insossa...
Deixou que o cortejo seguisse,
Lamenta-se pelas rosas ofertadas?
Os melhores dias de sua mocidade,
Arrefecidos pelas mãos desatentas,
Daqueles que nos grilam amiúde,
Disfarçados de luz e paz.
Burilai-nos com tua onipresença,
Tu que andas pelas encostas crismadas,
Sempre soubemos das dádivas,
E também das esmolas sujas!
Passei muito tempo a gritar por ti,
Mas nunca ouvi sua voz de prontidão,
Somente meu próprio som a chocar-se,
Contra as paredes do cosmo.
Velhos amigos, velhos ideais,
O tempo anda sem mostrar o rosto,
Mas seus sinais sulcam face a face,
Gume a gume, noite a noite.
Hoje não sei pra que sirvo,
Vívidos dias vividos em melodias,
Dissipados em ouvidos leigos,
Servos de deuses e dogmas abstrusos.
Ambrosia rebelde, pecado eterno,
Comece já, absorva o que a vida lhe dá,
Levantemos os joelhos do chão,
E caminhemos até a outra margem,
A margem ilusória de nossos sonhos,
Assim, não se morre ao nascer de cada dia.
Assinar:
Comentários (Atom)