Esta poesia é na verdade uma espécie
de homenagem a todas as vitimas mortas
pela catástrofe que foi causada por um grande
terremoto submarino (9 pontos na escala Richter)
que, por sua vez, gerou maremotos.
Para quem quiser saber mais sobre o assunto:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/12/041228_terremotorc.shtml
Meus ouvidos ouvem um som tectônico,
Vêm com um clarão no espaço,
É o chamado que atendo,
É o sinal que não entendo.
Um lugar que não quis estar,
Mecanismos de autodefesa,
Desligados de toda corda,
Que se possa dar em mim.
Seguindo a sombra que segue,
Me perco no escuro do céu,
Nas profundas calmas da noite,
A perceber meu corpo entregue.
Os efeitos das tarjas pretas,
Não produzem pensamentos,
Mas sim doidices a babar,
Regurgitadas de veneta.
Mas sigo de lábios e beijos,
Delírios a qual me integro,
Desde que não tenha libido,
Incontido, inoculado por ai.
Sinto-me bem, transbordado...
Entrando por debaixo da onda,
Para não ser derrubado,
Escoado pelas mãos do destino,
Que impune me desfaz!
Como quem faz castelos de areia.
Contradiz o movimento,
Peristáltico melhor dizendo,
Pergunto às garças sobre o mundo,
E graças a deus, sou surdo!
Convém agora o luto,
Já que depois do maremoto,
Passam-se os mortos,
Sem jamais serem vistos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Pra que viver assim?
Deguste de vinho envelhecido,
Alguém quis entrar pela porta da frente,
Logo quando alterei o código de acesso,
Continua com o queijo adormecido.
Além muito além do que foi dito,
Guardo as mensagens do seu grande amor,
Eterna traição que me veio a sorrir,
Sem entender o que foi escrito.
Quem precisa viver assim,
A bordo de um navio bordado,
Num fundo de pinacoteca,
Borrado de azar e azar e azar.
Bem no fundo dos seus olhos,
Enxergo um gostar qualquer,
Por quem já foi sem olhar pra trás,
Deixando a mim, cartas de amor.
Declarações, pecados, ilusões,
Sua vida inteira passa displicente,
A correr atrás e por trás ser alvejado,
Pois, seu amor antecipou-se em meus braços.
E quem precisa viver assim,
Sabotando o que não se deve,
Chegando a lugares nenhuns,
Investido de horas e horas perdidas.
Deito na cama que um dia seu amor deitou,
Tento descansar sem me lembrar,
O que vou fazendo de minha vida,
Sem desviar-me do ponto final.
Mas não mais viverei assim,
Sentindo por quem nada sente,
Deixo, há tempos, todos eles pra trás,
E o desgosto desse vinho,
Mas o seu insosso queijo,
Não fazem parte do meu cardápio.
Alguém quis entrar pela porta da frente,
Logo quando alterei o código de acesso,
Continua com o queijo adormecido.
Além muito além do que foi dito,
Guardo as mensagens do seu grande amor,
Eterna traição que me veio a sorrir,
Sem entender o que foi escrito.
Quem precisa viver assim,
A bordo de um navio bordado,
Num fundo de pinacoteca,
Borrado de azar e azar e azar.
Bem no fundo dos seus olhos,
Enxergo um gostar qualquer,
Por quem já foi sem olhar pra trás,
Deixando a mim, cartas de amor.
Declarações, pecados, ilusões,
Sua vida inteira passa displicente,
A correr atrás e por trás ser alvejado,
Pois, seu amor antecipou-se em meus braços.
E quem precisa viver assim,
Sabotando o que não se deve,
Chegando a lugares nenhuns,
Investido de horas e horas perdidas.
Deito na cama que um dia seu amor deitou,
Tento descansar sem me lembrar,
O que vou fazendo de minha vida,
Sem desviar-me do ponto final.
Mas não mais viverei assim,
Sentindo por quem nada sente,
Deixo, há tempos, todos eles pra trás,
E o desgosto desse vinho,
Mas o seu insosso queijo,
Não fazem parte do meu cardápio.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
Diário de Bordo
É segunda-feira,
Levanto-me da cama cedo...
A ânsia, a espera,
Te ver é o que quero.
Passa a manhã,
A tarde desaparece no horizonte,
Junto ao sol que se esconde.
Durmo. Me apago!
É noite de terça-feira,
Ainda não consegui te ver,
Frustrado me entrego ao sono,
Outra vez sem você.
Quarta-feira é de cinzas,
O desencontro nos encontra,
E aumenta minha vontade,
De ver você.
Elétrico, sem descanso,
Assim amanheço com a quinta,
“Hoje é dia.” – Penso eu,
A semana repete toda rotina,
Das nossas vidas que bifurcam.
Impaciente espero a hora certa,
Sem saber da verdade,
Cegado pela ilusão de ser seu.
Ouço a musica do primeiro beijo,
Ou seria do último?
Mas o momento esperado chega,
E você está lá,
Como eu imaginava...Linda,
Mas não desse jeito,
Nos braços de outro,
Que não sou eu.
Me calo, pálido, realidade crua e sem sal,
Indigesta...
Sem nenhuma vergonha,
Aceno com a mão,
E um nó no coração.
Me esqueço do resto da semana,
Dos dias que perdi a conta,
Dias que esperei,
Dias que acreditei,
Dias que amei sozinho,
A quem não deu valor.
Passam-se os dias,
Passam-se os anos,
Passamos a esquecer,
Um ao outro,
Antes de mais um dia nascer.
Levanto-me da cama cedo...
A ânsia, a espera,
Te ver é o que quero.
Passa a manhã,
A tarde desaparece no horizonte,
Junto ao sol que se esconde.
Durmo. Me apago!
É noite de terça-feira,
Ainda não consegui te ver,
Frustrado me entrego ao sono,
Outra vez sem você.
Quarta-feira é de cinzas,
O desencontro nos encontra,
E aumenta minha vontade,
De ver você.
Elétrico, sem descanso,
Assim amanheço com a quinta,
“Hoje é dia.” – Penso eu,
A semana repete toda rotina,
Das nossas vidas que bifurcam.
Impaciente espero a hora certa,
Sem saber da verdade,
Cegado pela ilusão de ser seu.
Ouço a musica do primeiro beijo,
Ou seria do último?
Mas o momento esperado chega,
E você está lá,
Como eu imaginava...Linda,
Mas não desse jeito,
Nos braços de outro,
Que não sou eu.
Me calo, pálido, realidade crua e sem sal,
Indigesta...
Sem nenhuma vergonha,
Aceno com a mão,
E um nó no coração.
Me esqueço do resto da semana,
Dos dias que perdi a conta,
Dias que esperei,
Dias que acreditei,
Dias que amei sozinho,
A quem não deu valor.
Passam-se os dias,
Passam-se os anos,
Passamos a esquecer,
Um ao outro,
Antes de mais um dia nascer.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Um Dia Desses.
Um dia de sol,
Uma janela aberta,
A contento a vida passa,
Pela fechadura e me abraça.
Estou acordado,
Mais do que nunca,
Sentindo nos poros,
O sabor de um dia a mais.
Gratidão aos que se foram,
24 horas de intensas emoções,
Que se juntaram aos assombros,
Do que me transformei.
Felicidade!
Resmunga os loucos que não são,
Desconhecem com toda razão,
O que se esconde além dos céus.
O que não foi,
Não pode voltar,
Se tudo o que dizem é mentira,
Falemos a verdade.
Centelhas náuticas,
Tortuosos sonidos,
Se parece com você,
Essa sereia que tenta seduzir,
Sem se deixar levar,
Pelas correntezas das paixões.
A felicidade é isso,
Sou eu amanhecendo mais um dia,
Sem me esquecer de quem sou,
Sem saber quem sou,
Até que o próximo corpo caia,
Que a próxima dose se endosse,
E que as mágoas não previstas,
Entrone-se lado a lado,
Com o coração aguerrido,
De amores bem sucedidos,
À cama eternizar.
Uma janela aberta,
A contento a vida passa,
Pela fechadura e me abraça.
Estou acordado,
Mais do que nunca,
Sentindo nos poros,
O sabor de um dia a mais.
Gratidão aos que se foram,
24 horas de intensas emoções,
Que se juntaram aos assombros,
Do que me transformei.
Felicidade!
Resmunga os loucos que não são,
Desconhecem com toda razão,
O que se esconde além dos céus.
O que não foi,
Não pode voltar,
Se tudo o que dizem é mentira,
Falemos a verdade.
Centelhas náuticas,
Tortuosos sonidos,
Se parece com você,
Essa sereia que tenta seduzir,
Sem se deixar levar,
Pelas correntezas das paixões.
A felicidade é isso,
Sou eu amanhecendo mais um dia,
Sem me esquecer de quem sou,
Sem saber quem sou,
Até que o próximo corpo caia,
Que a próxima dose se endosse,
E que as mágoas não previstas,
Entrone-se lado a lado,
Com o coração aguerrido,
De amores bem sucedidos,
À cama eternizar.
domingo, 12 de dezembro de 2004
Bangladesh dos meus Sonhos
Atlântida encolhida,
Escondida na distancia,
Inundada por pés...
Profundidade do meu ser.
Quero sumir e não ser achado,
Nesse desconhecido país,
Que se chama,
“Teu Corpo”.
Palavras bonitas,
Eternas desditas ao luar,
De um dezembro sem fim,
De quem traiu num olhar.
Tento respirar, mas dói,
Passo a passo ao marca passo,
Galopa meu pégaso amor,
Em direção a solidão.
O que se quer diante dos homens,
É o que se perde por esperar,
Sonhos de um dia poder,
Decifrar-te, descobrir-te.
Sua imagem disfarçada,
Me engana gravada nas pistas,
Que um dia deixastes para mim,
Perdidas em olhares distintos,Artificiais...
Escondida na distancia,
Inundada por pés...
Profundidade do meu ser.
Quero sumir e não ser achado,
Nesse desconhecido país,
Que se chama,
“Teu Corpo”.
Palavras bonitas,
Eternas desditas ao luar,
De um dezembro sem fim,
De quem traiu num olhar.
Tento respirar, mas dói,
Passo a passo ao marca passo,
Galopa meu pégaso amor,
Em direção a solidão.
O que se quer diante dos homens,
É o que se perde por esperar,
Sonhos de um dia poder,
Decifrar-te, descobrir-te.
Sua imagem disfarçada,
Me engana gravada nas pistas,
Que um dia deixastes para mim,
Perdidas em olhares distintos,Artificiais...
sábado, 11 de dezembro de 2004
Apenas um Perdão
(Também feita pela mesma autora
do poema abaixo)
Perdoe-me!
Doce criatura,
Delírio de todas nos,
Pecado jogado fora.
Ao silencio te vejo,
A dor que ainda não curou,
Sentindo tais cicatrizes profundas,
Em teus olhos...
Deus! Não fui digna de tal paraíso.
Aquele tempo que tu me dissestes,
Não passou nem um instante,
Lamentando o que nunca fiz,
Sufocada pelo desespero,
Torturada pela covardia,
Amando pelo medo.
Perdoe-me!
Por ser apenas uma covarde,
Insegura pelo caminho,
Afligindo tua mente,
Provocando tua alma,
Lagrimas de criança,
Um beijo de mulher.
Apenas a lembrança,
De uma única face,
De uma eterna paixão,
Proibida pela covardia.
do poema abaixo)
Perdoe-me!
Doce criatura,
Delírio de todas nos,
Pecado jogado fora.
Ao silencio te vejo,
A dor que ainda não curou,
Sentindo tais cicatrizes profundas,
Em teus olhos...
Deus! Não fui digna de tal paraíso.
Aquele tempo que tu me dissestes,
Não passou nem um instante,
Lamentando o que nunca fiz,
Sufocada pelo desespero,
Torturada pela covardia,
Amando pelo medo.
Perdoe-me!
Por ser apenas uma covarde,
Insegura pelo caminho,
Afligindo tua mente,
Provocando tua alma,
Lagrimas de criança,
Um beijo de mulher.
Apenas a lembrança,
De uma única face,
De uma eterna paixão,
Proibida pela covardia.
O Delírio
(Esta poesia é de autoria de uma garota
que começou a compor a pouco tempo).
Fechando os olhos...
Ao céu encontro,
A lembrança,
Um homem amado.
Por um instante,
Sem ao menos tais respostas,
Para a alma.
Medo dominou tal criatura,
Chamada pelo coração,
Mas o receio da decepção,
De ao menos não vê-lo contagiar tais alegrias.
Oh! Inútil eu seria,
És tu a inspiração de uma pequena criança.
Lamentei o que deixei para trás,
A dor e o tempo ainda não apagaram o calor.
A despedida escutei,
Só no silencio do marasmo,
Deixei de impedir o adeus,
Jurando o desaparecimento.
A volta da saudade,
Continuo com aquele medo de tua voz,
Rejeitando quem um dia te beijou.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
Informativo Cultural 2
Sábado dia 18 de dezembro: 2004 SÓ VALEU!
A ultima confraternização do ano no Adams Lava-Motos!!!
Apoio:Pelicano MC, Blues MC e Rabugentos Moto Grupo.
Presença do Gargamel e Chapolim, integrantes do Bando D'Oeste
Motogrupo de Campo Grande/MS.
Durante toda a tarde festa para a garotada
em comemoração pelo 7º aniversário do Adams Júnior!
Distribuição gratuita de Algodão Doce!!!
16:00 horas show de mágicas e ventriloguismo!
No final da tarde e à noite shows ao vivo com 3 bandas
e aniversário do Marcelo Buess!
Bandas já confirmadas: Projeto Ícaro, Black Mountain e Made in Blues!
NÃO PERCAM... é o último agito do ano!

Informativo Cultural
Próxima quinta-feira (09/12) no QUIOSQUE DO GALDINO
Show ao vivo com a Banda PROJETO ICARO
A partir das 21:00hs.
ONDE????
À direita antes da entrada do Residencial Santos Dumont
(Sítio do Gama)
Show ao vivo com a Banda PROJETO ICARO
A partir das 21:00hs.
ONDE????
À direita antes da entrada do Residencial Santos Dumont
(Sítio do Gama)
Organização:

Apoio:


&

sábado, 4 de dezembro de 2004
Enrugadas Miragens
A noite caída de joelhos,
Acalanta o lúdico sono,
De um homem à beira do abismo.
Alivio, paz imensurável,
Estática de cílios e pêlos,
Misturam-se a bulimia do dia.
Revoluções atômicas,
Trôpegas tropas a lutar,
Salutar dilúculo enobrece,
O abrir de olhos primeiro do dia.
Todo homem é cego,
Não por natura e sim por incerteza,
Medo de saber demais,
Enxergar o dia seguinte,
Antes de qualquer um,
Até do próprio dia que não dorme!
A soma das dores do mundo,
Suplanta as nuvens da idade,
Respirar rarefeito do alto ponto,
Das árvores tortas da infância.
Um abraço aperta o peito,
Que não o sentiu sem tempo.
Um toque, afago na hora certa,
Certamente marcaria,
A ferro e fogo a lembrança,
Que para sempre ficaria na carne.
A estação do meu mais novo ano,
Congela imagens de você,
Nas paredes de um coração,
Que não é o meu...
Atrai minúcias esquecidas,
E faz ressurgir novamente a vontade,
De engolir a vida sem sucumbir a ela.
Acalanta o lúdico sono,
De um homem à beira do abismo.
Alivio, paz imensurável,
Estática de cílios e pêlos,
Misturam-se a bulimia do dia.
Revoluções atômicas,
Trôpegas tropas a lutar,
Salutar dilúculo enobrece,
O abrir de olhos primeiro do dia.
Todo homem é cego,
Não por natura e sim por incerteza,
Medo de saber demais,
Enxergar o dia seguinte,
Antes de qualquer um,
Até do próprio dia que não dorme!
A soma das dores do mundo,
Suplanta as nuvens da idade,
Respirar rarefeito do alto ponto,
Das árvores tortas da infância.
Um abraço aperta o peito,
Que não o sentiu sem tempo.
Um toque, afago na hora certa,
Certamente marcaria,
A ferro e fogo a lembrança,
Que para sempre ficaria na carne.
A estação do meu mais novo ano,
Congela imagens de você,
Nas paredes de um coração,
Que não é o meu...
Atrai minúcias esquecidas,
E faz ressurgir novamente a vontade,
De engolir a vida sem sucumbir a ela.
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