É segunda-feira,
Levanto-me da cama cedo...
A ânsia, a espera,
Te ver é o que quero.
Passa a manhã,
A tarde desaparece no horizonte,
Junto ao sol que se esconde.
Durmo. Me apago!
É noite de terça-feira,
Ainda não consegui te ver,
Frustrado me entrego ao sono,
Outra vez sem você.
Quarta-feira é de cinzas,
O desencontro nos encontra,
E aumenta minha vontade,
De ver você.
Elétrico, sem descanso,
Assim amanheço com a quinta,
“Hoje é dia.” – Penso eu,
A semana repete toda rotina,
Das nossas vidas que bifurcam.
Impaciente espero a hora certa,
Sem saber da verdade,
Cegado pela ilusão de ser seu.
Ouço a musica do primeiro beijo,
Ou seria do último?
Mas o momento esperado chega,
E você está lá,
Como eu imaginava...Linda,
Mas não desse jeito,
Nos braços de outro,
Que não sou eu.
Me calo, pálido, realidade crua e sem sal,
Indigesta...
Sem nenhuma vergonha,
Aceno com a mão,
E um nó no coração.
Me esqueço do resto da semana,
Dos dias que perdi a conta,
Dias que esperei,
Dias que acreditei,
Dias que amei sozinho,
A quem não deu valor.
Passam-se os dias,
Passam-se os anos,
Passamos a esquecer,
Um ao outro,
Antes de mais um dia nascer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário