Esta poesia é na verdade uma espécie
de homenagem a todas as vitimas mortas
pela catástrofe que foi causada por um grande
terremoto submarino (9 pontos na escala Richter)
que, por sua vez, gerou maremotos.
Para quem quiser saber mais sobre o assunto:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/12/041228_terremotorc.shtml
Meus ouvidos ouvem um som tectônico,
Vêm com um clarão no espaço,
É o chamado que atendo,
É o sinal que não entendo.
Um lugar que não quis estar,
Mecanismos de autodefesa,
Desligados de toda corda,
Que se possa dar em mim.
Seguindo a sombra que segue,
Me perco no escuro do céu,
Nas profundas calmas da noite,
A perceber meu corpo entregue.
Os efeitos das tarjas pretas,
Não produzem pensamentos,
Mas sim doidices a babar,
Regurgitadas de veneta.
Mas sigo de lábios e beijos,
Delírios a qual me integro,
Desde que não tenha libido,
Incontido, inoculado por ai.
Sinto-me bem, transbordado...
Entrando por debaixo da onda,
Para não ser derrubado,
Escoado pelas mãos do destino,
Que impune me desfaz!
Como quem faz castelos de areia.
Contradiz o movimento,
Peristáltico melhor dizendo,
Pergunto às garças sobre o mundo,
E graças a deus, sou surdo!
Convém agora o luto,
Já que depois do maremoto,
Passam-se os mortos,
Sem jamais serem vistos.
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