domingo, 2 de janeiro de 2005

Pressagio do Mal

(Essa é a primeira postagem de 2005 e
para comemorar o novo ano, essa poesia
é uma volta ao primeiro estilo literario a
qual pertencia à época dos meus primeiros
rabiscos.)


Um toque gélido assola,
Estridentes gritos alucinam,
E minha noite adormece,
Junto aos sonhos que se foram.
Demônios sorriem para mim,
Da ponta de seus cascos,
À dobra de seus chifres,
Enobrecem minhas vistas.
O show do inferno começa,
Os mortos tomam cada rua,
E jamais sentirei um vazio,
Que Deus não preencheu.
Senhora das aflições eternas,
Apanhe em teus braços,
Leve ao fim do mundo,
E largue todo anjo caído.
Eu sei, dos dias que não acabam,
Como as horas que não passam,
A morte ceifa vidas,
Sem escolher a quem levar.
Fazer o que se pode,
Fazer o que lhe deixam.
Antes de o sol raiar,
Quero tocar seu Deus por trás,
Derrubar as grades que cercam,
Aleijar o último leão de Judá.
Sangue gangrenado surge...
Brotando de meu semblante,
Cansado de correr sem saber,
Aonde meu centro,
Torna-se você.
Encostado num canto,
Vejo sentimentos mortos,
Tortuosos quebra-cabeças,
A serem completados por ti.

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