A noite caída de joelhos,
Acalanta o lúdico sono,
De um homem à beira do abismo.
Alivio, paz imensurável,
Estática de cílios e pêlos,
Misturam-se a bulimia do dia.
Revoluções atômicas,
Trôpegas tropas a lutar,
Salutar dilúculo enobrece,
O abrir de olhos primeiro do dia.
Todo homem é cego,
Não por natura e sim por incerteza,
Medo de saber demais,
Enxergar o dia seguinte,
Antes de qualquer um,
Até do próprio dia que não dorme!
A soma das dores do mundo,
Suplanta as nuvens da idade,
Respirar rarefeito do alto ponto,
Das árvores tortas da infância.
Um abraço aperta o peito,
Que não o sentiu sem tempo.
Um toque, afago na hora certa,
Certamente marcaria,
A ferro e fogo a lembrança,
Que para sempre ficaria na carne.
A estação do meu mais novo ano,
Congela imagens de você,
Nas paredes de um coração,
Que não é o meu...
Atrai minúcias esquecidas,
E faz ressurgir novamente a vontade,
De engolir a vida sem sucumbir a ela.
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