sábado, 11 de dezembro de 2004

Apenas um Perdão

(Também feita pela mesma autora
do poema abaixo)


Perdoe-me!
Doce criatura,
Delírio de todas nos,
Pecado jogado fora.
Ao silencio te vejo,
A dor que ainda não curou,
Sentindo tais cicatrizes profundas,
Em teus olhos...
Deus! Não fui digna de tal paraíso.
Aquele tempo que tu me dissestes,
Não passou nem um instante,
Lamentando o que nunca fiz,
Sufocada pelo desespero,
Torturada pela covardia,
Amando pelo medo.
Perdoe-me!
Por ser apenas uma covarde,
Insegura pelo caminho,
Afligindo tua mente,
Provocando tua alma,
Lagrimas de criança,
Um beijo de mulher.
Apenas a lembrança,
De uma única face,
De uma eterna paixão,
Proibida pela covardia.

Nenhum comentário: