Sempre acreditando no impossível,
Ele seguirá os mandamentos ditados,
Para que os filhos de suas filhas,
Exerçam o tal do livre-arbítrio.
Muito por fazer, pouco a dizer,
Os ventos surgem e levam alto,
Qualquer comportamento incomum,
Daí em diante, nada podemos fazer.
Sinos evocam o adormecido,
E o sangue do mártir,
Escorre novamente em vão,
Para que você olhe e diga:
- Eu posso!
Posso fazer bagulhos e guardá-los,
Inventar razões e sugerir morte,
Tudo posso, pois, ninguém me fortalece.
Segue. Segue, adiante um tumulo,
O dizer na lapide não importa,
Posto que quem está debaixo, jaz...
Descansa em paz.
Nessa vida o que mais importa,
Acaba por mofar numa pasta fechada,
Não encontrada na estante,
De casas que não nos é familiar.
Mas a fé que move barganhas,
Move também o nosso eixo,
Meridianos que explicam,
A repulsa e atração dos corpos.
O medo que cerca tuas vontades,
Contrapõe todo teu fútil ser,
Às simples convicções do velho ancião,
Que acredita mesmo longe dessa vida...
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