quarta-feira, 20 de abril de 2005

O Sono dos Anjos Caidos

A noite não começa,
Meu dia parece não ter fim,
O sol brilha alto,
Como quem supõe,
Com alguém que brilha sem saber.
Me volto inebriado,
Vejo tuas costas nuas,
Vias e veias apetecem,
Sinto que renasci.
Teus olhos,
Aos meus intimida,
Tua boca,
À minha se entrega.
À flor da pele,
Seguro firme tuas mãos,
Fecho os olhos,
Tudo é entrega.
Diáfano engano...
Confusão de sentidos que dopam,
Não me reconheço mais ao seu lado.
Pedir pra não ser esquecido,
Arrepia-me a idéia a alma,
Mas se preciso for,
Não medirei esforços!
A realidade que tive ontem,
Com você por perto,
Era calmamente caótica,
Como sempre desejei em meus sonhos.
Devo lamentar ou agradecer,
Pelos dias serenos que me destes?
É hora de agir,
Circuncidar esse passado melado,
Quase diabético de morte,
E domar a fera que torna a bramir,
Dentro do meu ser que inflamável,
Pede por mais uma centelha desse gosto.
Acorda-me que está em tempo!
Por favor, alguém, eu suplico!
Acorda-me já!
Acordem me qualquer que leia,
Qualquer que tenha passado por isso.
Acordem a vós mesmo antes disso.
É hora!

Nenhum comentário: