quarta-feira, 18 de agosto de 2004

Flutuações Fleumáticas

Incólume, latente, anestesiado...
Pessoas que não sabem quem são,
Almejam o insólito, frenéticas!
E eu aqui, a vida por ai, assim,
Um passando pelo outro,
Sem se reconhecer depois de noites,
De profundas ilações pueris.
Abstruções, ablução do pecado mor,
Negar a si próprio mediante o espelho,
Reconhecer-se nas interseções,
Planos e planetas inexplicáveis.
E eu aqui, apenas continuo do meio,
Sempre com humor, humor algum,
Relembrando o amanhã,
Que levou consigo a esperança.
Mas o que chamam de vida,
Levo sem parar pra pensar,
Embrulhada para presente!
Vou entregá-la, entregar-me.
De dentro da cabeça,
A volúpia da alma escarna,
Uma vontade inigualável,
De levantar e andar...
Fazer enxergar e andar,
Uma única vez,
Aquele(s) que almejam,
A liberdade frenética de estar.

O que achou? Dê a sua interpretação Sobre o poema e até a próxima postagem!

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