A cada dia sumido do calendário,
Um meio justifica nossos fins,
Meio a qual nos suga, dilata,
A pupila do buraco negro.
A certeza de que "tudo passa",
Transcende ao próprio homem,
Nos levando por tubos estreitos,
Venosas Viagens Vulcânicas.
Liberdade é o que se dá entre,
O abrir dos olhos e o último suspiro,
Emoções estampadas na moeda,
Que escraviza e avilta-nos.
Todo abraço pede mais,
De mais a mais os dias passam,
E nós passamos por eles...
E por quem os dias passam?
Sendo alguns antecipados pelo tempo,
Vidas ceifadas nesse campo,
De almas penadas sem destino.
Descobrimos então que "nada passa",
Levamos conosco o que se diz sentir,
Descobrimo-nos deuses virtuais,
Cedo demais para retroceder.
A noite vem revelar verdades ocultas,
Dissipando a nevoa de nossos olhos nus,
Como forma de preparação,
Prenuncio de idas que partiremos,
Deixando pra trás o que nunca passa,
A nos seguir em íntimos sonhos e lembranças.
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