Tecidos recobrem o nu da pele,
Enfurecido de atadas mãos,
Pede por um gole de vida,
Aquela que não lhe foi dada.
Ele está preste a ser,
O que nunca se quis,
Ou, outrora, um pesadelo,
Sonho bom sujo de esquecimento.
Proteção dos olhos teus,
Por uma visão inevitável,
Que mesmo sem querer,
Guia-te pelo lado escuro do saber.
Esse homem que aprendeu,
Viveu e não se rendeu,
Ganhou condecorações de papel,
Que a granel, mofa na estante.
Seu corpo já sem dono,
Já não tão seu,
Entrega-se aos ferimentos...
Da alma!
Aquele senhor quase morto,
Dito teu pai nessa vida,
Foi amarrado, espancado e morto,
Por palavras desferidas no peito.
Não se assuste agora,
Você que o julgou e condenou,
Descobre tarde demais que a morte,
Nem sempre é punição...
Teu pai de lá, do outro lado,
Te agradece pela libertação,
Redenção de todo pecado,
Até aqueles cometidos contra ti,
Contra os céus, contra mim mesmo...
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