segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Relojoeiro do Tempo

Meu irmão predileto,
Filho de raizes perdidas,
Assentado ao lado divino,
Aquieta-se com o vil coração.
Emanado de longitudes,
Sua transversal impera,
Como quem desenterra ao chão,
Céu aberto de exatidão.
Chama por nomes malignos, Oh incauto!
Recebes em tua mão o sumo,
Some de tanto desejar loucuras,
Sonho de um dia ser nuvem acima de uma coroa.
Cirandas de golfinhos esperançosos,
Diagramas esquadrinhados em dilemas,
Recrutados em carrossel de festejos,
Noite do dia dos mortos.
Odes a teu nome serão datadas,
Do seu renascimento pra diante,
E teu passado será como brumas...
Ou folha seca de estação contraria.
Controla grandioso esguio,
Controi cronologia nova,
Romaria de rosas ofertadas,
A menor idade pretérita.

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