
Foge ao meu compasso,
Cognatos escalados,
Emparedados a uma esfera,
De cruzamentos sem fim.
Meu corpo não tem peso,
Quem ocupa meus espaços?
A ausência...
Líquidos embebidos em nesgas,
De um sudário que não usei.
Por essa água que decai,
E por todo olho que não vê,
Estarei de braços abertos,
Homem de vitruvio serei!
Acostumar os olhos ao silêncio,
A uma vontade inconfessa de deixar-se,
Sublimar...
Uma nau rumo ao incerto,
Fragmentos dos sinais do tempo.
Essa feiúra estética que assombra,
Mora atrás dos olhos dos homens!
Homens que criam “o feio”,
Para aviltar o belo, a inocência,
E a pureza de corações ingênuos.
Degredado de luas cheias,
Refino o rufar das cordas,
Que vocais, silenciam-se em mi,
Plúmbeo som a entrecortar,
Meu cenho com teu verdugo.
Timorato enquanto vivo...
Sem deflagrar guerras,
Ou desbotar as têmporas,
Desatentas de um amor ido.
Via Láctea ai vou eu!
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