sexta-feira, 8 de julho de 2005

Os Pais Podem Ou Devem?

Numa reportagem no programa “Fantástico”
apresentado pela rede gLOBO de televisão há alguns
meses atrás que abordava a questão da “privacidade”
dos filhos adolescentes teve a seguinte chamada: -
“Até que ponto os pais podem entrar na”intimidade”
dos filhos?” E com isso levantava a bola para uma
discussão que tratou da “invasão” da privacidade dos
filhos pelos seus pais. É indiscutível a diferença existente
entre a forma em que foram criadas as gerações passadas
e a “moderna” concepção quase pedagógica para o
preparo dos filhos daquelas para a vida adulta. Caso
curioso aconteceu quando um pai que no afã de corrigir
o seu filho que se negou a deixa-lo "revistar" sua mochila
(na verdade o pai suspeitava que seu filho estivesse se
metendo com drogas), lançou mão de um cinto para faze-lo
e pasmou-se com o desenrolar da situação...ele
simplesmente correu para perto do telefone e disse
ao pai que se lhe encostasse o cinto, chamaria a policia.
Alegaria o adolescente às autoridades que teria sido
“espancado” pelo pai mostrado a eles os eventuais hematomas.
Esse pai pode ou deve? Resultado? Como era um caso
de pai filho de uma família um tanto quanto conservadora...
pau no moleque! Esta seria uma situação que se aplica à regra
ou a exceção? Não é a toa que cresce hoje o índice de violência
e de muitas outras gratuidades de modas absurdas com
uma juventude que, desde cedo, aprende que o “errado”
é na verdade o “certo”. Aprende com quem?
Com seus pais? Parentes? Amigos? Também... Os ídolos
dessa geração não são anjos sequer caídos! A sociedade
nos impõe constantemente um caminho a seguir, obstáculos
a serem superados, um constante preparo para o mercado
de trabalho é um não obstante exemplo. E na fase mais volátil
que é a da auto-afirmação e a busca por ser reconhecido e aceito
que acontece uma “transmutação de todos os valores”.
Transmutação não no sentido Nietzscheniano mas sim
no sentido de uma involução pelo progresso. Ou seria essa
geração uma nova “geração coca-cola? Dessa juventude a
qual está destinado o futuro do nosso país, o Brasil do “mensalão”
e também dos “sem-pão” há de se esperar o que?

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