Encruzilhadas despachadas em velas,
Negras iluminam nas sombras um ser...
Ilusões entreabertas de portas fechadas,
Onde encerradas trancam nuas tua pintura.
Tingido e em degradê se mostra o ser...
Olho nos olhos os vitrais reluzentes,
Hipnóticos incandescentes,
Logo encalacrado estou.
Contudo ainda vejo de lampejo,
O medo revelado em cada pincelada,
Identidade deformada,
Coaduna inacabada com o delírio.
Caleidoscópio imaginário,
Dilata na Iris de quem queira ver,
O corpo decomposto em partes brilhantes,
A rodopiar num frenesi estonteante.
O vinho e o frango e a vela,
Em nada me desespera,
Depois do deguste, a ida!
Voltado a si logo ali,
Viajo sem volta marcada ao horizonte,
De tulipas vivas incontidas,
Inertes soerguem um suicídio!
Nenhum comentário:
Postar um comentário