Qual a tua anatomia,
Ao precipitar meu corpo,
Em real desgosto,
No abismo da melancolia?
Insone me entrego,
À ideia corrosiva,
De ter que deixar para trás,
Tudo que me completa.
Levo comigo a ônix,
Pedra pesada ao peito,
Caido em prantos me deito,
Ao som do teu silêncio.
São lembranças...
Daquilo que me foi negado,
E certemente dado, de bom grado,
A outro que não eu.
No esquecimento,
Fustigo meu corpo,
(que sente falto do seu),
E apanho nos braços,
A esperança de um dia,
Num eterno retorno,
Ser feliz de novo,
Eterno retorno...
Um dia,
Ser feliz,
De novo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário