Certa de que há uma brecha,
Tua tristeza se aproxima.
E nós, do lado de dentro da cicatriz,
Dispomo-nos em descarte final.
Eles disseram que era sua sina,
Sua irmã a sumir de vista,
Montanha abaixo em desvario total,
De forma a misturar-se ao chão,
E ao sebo incrustado...
Inusitado semblante,
De quem não acredita no que vê.
O sermão já não te absolve,
Nem a extrema unção sossega,
Será mesmo que um dia desses,
A superação subsistirá às feridas?
Seus desejos partilhados a mil,
E nenhum pedaço merecido,
Envolveu tua irmã no leito eterno,
Descansada de seu incestuoso coração.
Agonia na insônia,
Pesadelos reais; sonha você com ela...
Até que toda nuvem verta flores,
Brancas flores e petúnias,
Nunca mais poderás tu amar!
Enamorar-se do seu próprio sangue,
Similar sexo, inalterada borboleta.
Em sinal de perdão daquela que,
Pagou por seu grande pecado de,
Se entregar àquilo que acreditava,
Àquilo que lhe fazia tão bem,
E que lhe mostrou o caminho da liberdade...
Por amor, suicidou-se contente.
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