Atento segue o transeunte,
Gomorra em pó aos seus pés,
10 a 10 ladeadas verdades,
Recaem uma a uma.
Leva nas costas,
As duvidas herdadas,
Adiante em seu caminho,
Persistente como alguém...
Esvazia sua mente,
Feito imagem inconstante,
Em pedaços a se fazer,
Fortalecendo velhas raízes.
Vagueia alucinado,
Embotado a pedir ajuda,
Um corpo estilhaçado,
Já não importa mais.
Levanta-se para cair,
Cair ao desabrochar da noite,
Léguas afundam em mim,
Lembranças do inesquecível.
§Nefelibata§ - Março 2010
...Aos poucos voltando a tona depois de um degustado passeio pelo abismo.
Vamos aos frutos que serão postados em doses "zé gotinha"...
segunda-feira, 8 de março de 2010
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Boca no Chão
Carne velha sobre o prato,
Oitenta e poucos anos e degusto...
Tento sobre a obtusa tez,
Que se desfez em meu chão.
Quando os pés se arrastam,
A noite se apresenta calada,
A prova de som, de chamados,
Pedidos de socorro sem volume.
Gosto de sangue e algodão,
Misturam-se ao meu podre,
Ratos e baratas fogem enojados,
De tudo o que sou!
De onde posso eu ver a luz,
É frio e anseia vômitos mil,
Logo, meu lugar sou eu.
Nada posso fazer quando ele chega,
O tempo me soçobra geograficamente,
Como se fizesse de mim um ponto,
Erro qualquer no texto da vida.
Desolação mental,
Visão turva e dores,
Já não ando por onde quero,
Arrastado sou.
Lagrimas que rolam por dentro,
Órbitas que reviram em mim,
O que foi esquecido por tempos,
Reminiscências empoeiradas!
Paginas amareladas da minha vida,
Escrita por mãos murchas,
Cuidadosas tão amorosas mãos,
Que hoje tendem a óbito.
Boca no chão, coração na mão,
Mucosas danificadas por loucura,
De uma mente que criou vida própria.
Ninguém a controla,
E ela em mim, só devora,
Aquilo tudo que sobrou,
Quando a boca sai do chão...
Eu!
Oitenta e poucos anos e degusto...
Tento sobre a obtusa tez,
Que se desfez em meu chão.
Quando os pés se arrastam,
A noite se apresenta calada,
A prova de som, de chamados,
Pedidos de socorro sem volume.
Gosto de sangue e algodão,
Misturam-se ao meu podre,
Ratos e baratas fogem enojados,
De tudo o que sou!
De onde posso eu ver a luz,
É frio e anseia vômitos mil,
Logo, meu lugar sou eu.
Nada posso fazer quando ele chega,
O tempo me soçobra geograficamente,
Como se fizesse de mim um ponto,
Erro qualquer no texto da vida.
Desolação mental,
Visão turva e dores,
Já não ando por onde quero,
Arrastado sou.
Lagrimas que rolam por dentro,
Órbitas que reviram em mim,
O que foi esquecido por tempos,
Reminiscências empoeiradas!
Paginas amareladas da minha vida,
Escrita por mãos murchas,
Cuidadosas tão amorosas mãos,
Que hoje tendem a óbito.
Boca no chão, coração na mão,
Mucosas danificadas por loucura,
De uma mente que criou vida própria.
Ninguém a controla,
E ela em mim, só devora,
Aquilo tudo que sobrou,
Quando a boca sai do chão...
Eu!
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Relojoeiro do Tempo
Meu irmão predileto,
Filho de raizes perdidas,
Assentado ao lado divino,
Aquieta-se com o vil coração.
Emanado de longitudes,
Sua transversal impera,
Como quem desenterra ao chão,
Céu aberto de exatidão.
Chama por nomes malignos, Oh incauto!
Recebes em tua mão o sumo,
Some de tanto desejar loucuras,
Sonho de um dia ser nuvem acima de uma coroa.
Cirandas de golfinhos esperançosos,
Diagramas esquadrinhados em dilemas,
Recrutados em carrossel de festejos,
Noite do dia dos mortos.
Odes a teu nome serão datadas,
Do seu renascimento pra diante,
E teu passado será como brumas...
Ou folha seca de estação contraria.
Controla grandioso esguio,
Controi cronologia nova,
Romaria de rosas ofertadas,
A menor idade pretérita.
Filho de raizes perdidas,
Assentado ao lado divino,
Aquieta-se com o vil coração.
Emanado de longitudes,
Sua transversal impera,
Como quem desenterra ao chão,
Céu aberto de exatidão.
Chama por nomes malignos, Oh incauto!
Recebes em tua mão o sumo,
Some de tanto desejar loucuras,
Sonho de um dia ser nuvem acima de uma coroa.
Cirandas de golfinhos esperançosos,
Diagramas esquadrinhados em dilemas,
Recrutados em carrossel de festejos,
Noite do dia dos mortos.
Odes a teu nome serão datadas,
Do seu renascimento pra diante,
E teu passado será como brumas...
Ou folha seca de estação contraria.
Controla grandioso esguio,
Controi cronologia nova,
Romaria de rosas ofertadas,
A menor idade pretérita.
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Experiência Quase Morte


E.Q.M
Poética destruida por eles,
Que querem tanto solver,
A lua debaixo do encontro,
Alçados por estrelas mortas.
Ossada fraturada de viver,
Recoberta por pelancas...
Não merecedoras do altar,
E da adoração servil tua.
Loucuras que não impedem,
Um sentimento vacilante,
De derrubar o solitario intimo nosso,
A pisar descalço a brasa.
E nas piores badaladas horas,
Um sussuro rasteja de lá,
A dizer o que precisa ouvir,
Precipitas-te daqui infame porco!
Surja, surja...
Renove, renove...
Declare sono a guerra alheia,
Deite-se como que acorda!
Que querem tanto solver,
A lua debaixo do encontro,
Alçados por estrelas mortas.
Ossada fraturada de viver,
Recoberta por pelancas...
Não merecedoras do altar,
E da adoração servil tua.
Loucuras que não impedem,
Um sentimento vacilante,
De derrubar o solitario intimo nosso,
A pisar descalço a brasa.
E nas piores badaladas horas,
Um sussuro rasteja de lá,
A dizer o que precisa ouvir,
Precipitas-te daqui infame porco!
Surja, surja...
Renove, renove...
Declare sono a guerra alheia,
Deite-se como que acorda!
De um sonho insondável.
domingo, 11 de junho de 2006
sábado, 8 de abril de 2006
quinta-feira, 2 de março de 2006
Místico Escrínio
Há muito esquecido tempo,
Um achado que perdido estava,
Emergiu de alto a alem...
Chegou ate mim em sonhos.
Notei uma pálida face,
Forma de lua que chama,
Clama com um sopro firme,
Descortinação de falácias.
O perdido pode ser retomado,
Devendo às mãos certas,
Escolher o desvelo do místico,
Mistério!
Minha fortaleza,
Castelo de cartas de um baralho,
De compleição levemente robusta,
Chamusca olhos atrevidos...
Incrédulos!
Encontros de sons e ritos,
Encosta-me de costas numa encosta,
Ilha flutuante, querebetã harmônico,
De gafanhotos e almas.
De reencontros e mentiras.
De falsos começos a retomar historias,
Inacabadas em escombros ou construções civis?
Dançam juntas a procura,
Da pandora destroçada caixa,
De nossos corações calados.
Embora de lá pra cá,
Norteando a vista cansada,
Sem que desmorone o valete,
Pois, esse às será um dia sua dama.
A tampa fraqueja e cai,
Isola o sonho de uma vida,
Na sonoridade oca e fúnebre,
Do caixão que desce à cova.
Um achado que perdido estava,
Emergiu de alto a alem...
Chegou ate mim em sonhos.
Notei uma pálida face,
Forma de lua que chama,
Clama com um sopro firme,
Descortinação de falácias.
O perdido pode ser retomado,
Devendo às mãos certas,
Escolher o desvelo do místico,
Mistério!
Minha fortaleza,
Castelo de cartas de um baralho,
De compleição levemente robusta,
Chamusca olhos atrevidos...
Incrédulos!
Encontros de sons e ritos,
Encosta-me de costas numa encosta,
Ilha flutuante, querebetã harmônico,
De gafanhotos e almas.
De reencontros e mentiras.
De falsos começos a retomar historias,
Inacabadas em escombros ou construções civis?
Dançam juntas a procura,
Da pandora destroçada caixa,
De nossos corações calados.
Embora de lá pra cá,
Norteando a vista cansada,
Sem que desmorone o valete,
Pois, esse às será um dia sua dama.
A tampa fraqueja e cai,
Isola o sonho de uma vida,
Na sonoridade oca e fúnebre,
Do caixão que desce à cova.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Lembre-se de Que Estais Vivo
As estórias que contei,
Mentiras que te seguem,
Confesso não estar preparado,
Mas a hora vai chegar.
Lembre-se de morder o pé,
Ou cruzar com o seu sexo,
Dando cambalhotas...
Outro jeito de amar é assim,
Dito que estamos decapitados,
De idéias geniais e outros genitais,
Sondar a magia virtual,
E relar nos fundos do imaginário.
Mas nada disso adianta se me esqueço,
Que logo mais estarei dormindo...
Pergunto-me se devo relembrar,
Vidas que vivo e decido,
Faces de moedas inflacionadas,
Do sono que não sossega,
E do vinho que não tolera,
Um verso a mais que passa!
Sobrepõe a si alguns trôpegos,
Lamentos incontidos,
Por não conseguir versar,
Sobre não versar após lembrar-se...
De esquecer que nada que foi dito,
Adormece você agora,
E segue nas altas da madrugada.
(VIVO!)
Mentiras que te seguem,
Confesso não estar preparado,
Mas a hora vai chegar.
Lembre-se de morder o pé,
Ou cruzar com o seu sexo,
Dando cambalhotas...
Outro jeito de amar é assim,
Dito que estamos decapitados,
De idéias geniais e outros genitais,
Sondar a magia virtual,
E relar nos fundos do imaginário.
Mas nada disso adianta se me esqueço,
Que logo mais estarei dormindo...
Pergunto-me se devo relembrar,
Vidas que vivo e decido,
Faces de moedas inflacionadas,
Do sono que não sossega,
E do vinho que não tolera,
Um verso a mais que passa!
Sobrepõe a si alguns trôpegos,
Lamentos incontidos,
Por não conseguir versar,
Sobre não versar após lembrar-se...
De esquecer que nada que foi dito,
Adormece você agora,
E segue nas altas da madrugada.
(VIVO!)
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Juízo Inflamável
Controle-se! Você foi chamado,
Adestrarás a natureza indômita,
E logo do carvão ressurgirás,
Como vento represado no mar.
Acalma-me o peito a lento,
De forma a munir a mão sozinha,
De extrema esquerda xiita.
Quando o sono cessar,
Aquele que se mostra a toda prova,
Carcomido pernoitará nos pastos...
E o verde meio amazônico dos olhos,
Encontrará aflito a razão!
Um juízo de quem leva consigo,
Toda obra inacabada,
Tendo com tenda abrigadora,
Devolutas maneiras de sonhar.
Corre e depreca por mim,
Combinando cetros a teu luto,
Meu renovo a tua injuria,
Ante o maior tesouro que por ai há.
Devolve apenas o que se pode,
O demais... Joga-o fora como a ti mesmo!
Depois de lutas e mais lutas,
Assenta tua vivacidade a meu lado,
Compartilhe de suas infinitas glórias,
Lembrando sempre das centelhas...
Das fogueiras que dormirão acessas!
Sei que farás o, contudo valer a mim,
Sem que desconfie do destino dado,
Fado. Fadado fado fadado!
Adestrarás a natureza indômita,
E logo do carvão ressurgirás,
Como vento represado no mar.
Acalma-me o peito a lento,
De forma a munir a mão sozinha,
De extrema esquerda xiita.
Quando o sono cessar,
Aquele que se mostra a toda prova,
Carcomido pernoitará nos pastos...
E o verde meio amazônico dos olhos,
Encontrará aflito a razão!
Um juízo de quem leva consigo,
Toda obra inacabada,
Tendo com tenda abrigadora,
Devolutas maneiras de sonhar.
Corre e depreca por mim,
Combinando cetros a teu luto,
Meu renovo a tua injuria,
Ante o maior tesouro que por ai há.
Devolve apenas o que se pode,
O demais... Joga-o fora como a ti mesmo!
Depois de lutas e mais lutas,
Assenta tua vivacidade a meu lado,
Compartilhe de suas infinitas glórias,
Lembrando sempre das centelhas...
Das fogueiras que dormirão acessas!
Sei que farás o, contudo valer a mim,
Sem que desconfie do destino dado,
Fado. Fadado fado fadado!
domingo, 27 de novembro de 2005
Encômio
A mim o céu consome,
Na espera de um milagre, grito!
Um olho logo olha,
Pupila na ruptura do sonho,
A divertir deus com seus cílios.
Com a pena em punho,
Empunho uma adaga suja,
Enferrujada por coágulos de sangue,
Que do teu pulso verteram a força.
Alhures é verão, ácido...
Bem como a hora que evade,
Sua fala é a lei,
Impera sublime sobre a estultice,
A qual santifiquei-me a solo.
Sou todo gratidão,
Para alem de mim vai você,
Ao infinito de um céu,
Que só reconheço a tato.
Sua imagem evoca mais,
O maior contraste,
E o menor desgaste,
Entre mim e seu interstício.
Numa pincelada distraída tua,
Desaparece o ser que sou,
Antes de reassumir a forma de luz,
Silhueta de uma arquitetura divina.
Comove a suas andanças,
Àqueles que não te esquecerão.
Mais que em nossas lembranças,
Marcou-nos você na alma,
Com as mãos que sempre se estende...
Entre a vida e morte a devolver-me,
A esperança no amanhã,
Na espera de um milagre, grito!
Um olho logo olha,
Pupila na ruptura do sonho,
A divertir deus com seus cílios.
Com a pena em punho,
Empunho uma adaga suja,
Enferrujada por coágulos de sangue,
Que do teu pulso verteram a força.
Alhures é verão, ácido...
Bem como a hora que evade,
Sua fala é a lei,
Impera sublime sobre a estultice,
A qual santifiquei-me a solo.
Sou todo gratidão,
Para alem de mim vai você,
Ao infinito de um céu,
Que só reconheço a tato.
Sua imagem evoca mais,
O maior contraste,
E o menor desgaste,
Entre mim e seu interstício.
Numa pincelada distraída tua,
Desaparece o ser que sou,
Antes de reassumir a forma de luz,
Silhueta de uma arquitetura divina.
Comove a suas andanças,
Àqueles que não te esquecerão.
Mais que em nossas lembranças,
Marcou-nos você na alma,
Com as mãos que sempre se estende...
Entre a vida e morte a devolver-me,
A esperança no amanhã,
E a franqueza no seguir adiante.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Páginas Vivaz
Vida como um livro,
De paginas repassadas,
Ressequidas e saudosas,
De paginas numericamente,
À frente, no futuro de outras,
E outras sobrepostas àquelas...
Historia posposta pelo tempo.
Escreva no que ainda resta,
Pequenos espaços vazios,
Sendas do melhor doce, melhor porvir,
Frestas latentes,
Daquele que um dia serei.
As marcas e gravuras,
Esquadrinhadas de pijama,
Foi datada de remotas paragens,
Incidem no meu texto,
Marcado por nossas rasuras.
No meu ciclo a vida entorna,
Desditosa a lamuria,
Entoada pela noite gélida,
Constitui para si,
O destino dos nobres...
Pandego canhoto,
A escarnar minha sina,
Através de suas delicadas mãos,
E seu persistente silencio.
De paginas repassadas,
Ressequidas e saudosas,
De paginas numericamente,
À frente, no futuro de outras,
E outras sobrepostas àquelas...
Historia posposta pelo tempo.
Escreva no que ainda resta,
Pequenos espaços vazios,
Sendas do melhor doce, melhor porvir,
Frestas latentes,
Daquele que um dia serei.
As marcas e gravuras,
Esquadrinhadas de pijama,
Foi datada de remotas paragens,
Incidem no meu texto,
Marcado por nossas rasuras.
No meu ciclo a vida entorna,
Desditosa a lamuria,
Entoada pela noite gélida,
Constitui para si,
O destino dos nobres...
Pandego canhoto,
A escarnar minha sina,
Através de suas delicadas mãos,
E seu persistente silencio.
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Sinos do Além

Ouço vindo de lá,
De algum lugar distante,
De onde não se pode imaginar,
Repicando ao sabor da noite.
Um sino!
O medo em forma de som,
Um tom qualquer de dor,
Branda, branca, bronca...
Quando as preces não funcionarem,
Um toque gelado de ponta de dedo,
Gelado...Surgirá na nuca sua,
È dia dos mortos, viva!
Quimera eu com sua fantasiosa...
Lustrosa forma de se enganar.
Eles não voltam mais.
Dinâmicas de ecos e trovões,
Criam em mim inchaços mentais,
Lapsos amantes da treva...
Das ruas onde as velas acesas passam.
Que dia mais santo a se comer peixe,
Senão o dia da exumação do mar?
E esse som que não cansa,
Tom que não destoa,
Dor que não cessa!
O sino salpicando meu corpo com sal,
E eu derreter como lesma,
Sem entender a superstição,
Que cerca o interior dos povos.
Minhas cinzas queimam nessa noite,
Misturadas ao incenso,
Da falta de senso que rodeia a todos,
E a todos que tiverem vida,
De algum lugar distante,
De onde não se pode imaginar,
Repicando ao sabor da noite.
Um sino!
O medo em forma de som,
Um tom qualquer de dor,
Branda, branca, bronca...
Quando as preces não funcionarem,
Um toque gelado de ponta de dedo,
Gelado...Surgirá na nuca sua,
È dia dos mortos, viva!
Quimera eu com sua fantasiosa...
Lustrosa forma de se enganar.
Eles não voltam mais.
Dinâmicas de ecos e trovões,
Criam em mim inchaços mentais,
Lapsos amantes da treva...
Das ruas onde as velas acesas passam.
Que dia mais santo a se comer peixe,
Senão o dia da exumação do mar?
E esse som que não cansa,
Tom que não destoa,
Dor que não cessa!
O sino salpicando meu corpo com sal,
E eu derreter como lesma,
Sem entender a superstição,
Que cerca o interior dos povos.
Minhas cinzas queimam nessa noite,
Misturadas ao incenso,
Da falta de senso que rodeia a todos,
E a todos que tiverem vida,
Não deixe as cinzas tomarem conta.
sábado, 10 de setembro de 2005
Pedaço Teu
Se algum dia lembrardes do que foi dito,
Numa noite sumariamente aguda,
Entre de penetra na vida que não é sua,
E rumo ao futuro se esqueça.
Há tempos de ladainhas enfadonhas,
Há muito descortinadas num único ato,
Na qual somos personagens de um drama,
Uma tragicomédia digna de sono.
Hoje entendo o que legou a mim,
Pedaço sinfônico de erro subentendido,
No andar das carruagens do tempo,
Inverto teu sentido e te arrumo.
Ajoelhar-me-ei nunca diante santos...
Mistifório de entranhas divindades,
Contrariamente aos ideais seus,
E a seus olhos inertes interpolados ao sol.
Aderem-se a ti ilustres fosseis dissecados,
Dissipam-se contigo a vida parasita,
Que teimamos em levar lado a lado,
Com aqueles a quem tanto amamos.
Um pedaço meu que foi tirado,
Entrega à pólvora gasta contra a mente,
Difere da desistência aparente,
Representada pela bandeira branca levantada.
Tenho suas palavras ruminadas,
Rebuscadas que me destes sem querer,
Junto com o abraço enjeitado,
Como o pedaço te mim que se foi...
O pedaço teu que ficou confuso em mim.
Numa noite sumariamente aguda,
Entre de penetra na vida que não é sua,
E rumo ao futuro se esqueça.
Há tempos de ladainhas enfadonhas,
Há muito descortinadas num único ato,
Na qual somos personagens de um drama,
Uma tragicomédia digna de sono.
Hoje entendo o que legou a mim,
Pedaço sinfônico de erro subentendido,
No andar das carruagens do tempo,
Inverto teu sentido e te arrumo.
Ajoelhar-me-ei nunca diante santos...
Mistifório de entranhas divindades,
Contrariamente aos ideais seus,
E a seus olhos inertes interpolados ao sol.
Aderem-se a ti ilustres fosseis dissecados,
Dissipam-se contigo a vida parasita,
Que teimamos em levar lado a lado,
Com aqueles a quem tanto amamos.
Um pedaço meu que foi tirado,
Entrega à pólvora gasta contra a mente,
Difere da desistência aparente,
Representada pela bandeira branca levantada.
Tenho suas palavras ruminadas,
Rebuscadas que me destes sem querer,
Junto com o abraço enjeitado,
Como o pedaço te mim que se foi...
O pedaço teu que ficou confuso em mim.
sábado, 30 de julho de 2005
Felicidade Inversa
Demônio ressurgido das sombras,
Passado que insiste em voltar,
Trazendo consigo um tormento,
De um amor que não pude ter.
Meu leito não existe, (desconheço)
Só há correntes a prender-me, (nessa noite)
Falha de um caráter incauto, (o meu)
Indubitável encanto meu engano. (um retorno)
Teus olhos que à boca se atenta,
Vidra na órbita dos meus desejos.
Tua nudez já esperada,
Toma conta de tudo que é meu...
Evapora antes que eu veja.
Esfrego nas têmporas minhas,
Lagrimas que se misturam ao suor,
Diante de um nervoso que me abate,
E você não some, não é miragem,
Sem que ninguém soubesse,
Você voltou para mim.
Velejo por teus lábios de fino traço,
E a deriva me acho no castanho dos olhos,
Que me traga a alma de uma só vez.
Insondáveis mistérios que atraem,
Vivo a esquivar de uma foice,
Que afiada no esmeril da ilusão,
Força minha garganta a calar o teu nome.
Penso em teus abraços,
Como um sonho lúcido,
Ainda que sinta o gosto do meu algoz,
Nas entranhas do teu corpo,
Ou nos beijos que nunca foram meus.
Persisto na entrega,
Do corpo, da alma, da essência,
Devoção que não requer nada em troca,
Ate que um dia eu pereça,
Transcenda ou te esqueça.
Passado que insiste em voltar,
Trazendo consigo um tormento,
De um amor que não pude ter.
Meu leito não existe, (desconheço)
Só há correntes a prender-me, (nessa noite)
Falha de um caráter incauto, (o meu)
Indubitável encanto meu engano. (um retorno)
Teus olhos que à boca se atenta,
Vidra na órbita dos meus desejos.
Tua nudez já esperada,
Toma conta de tudo que é meu...
Evapora antes que eu veja.
Esfrego nas têmporas minhas,
Lagrimas que se misturam ao suor,
Diante de um nervoso que me abate,
E você não some, não é miragem,
Sem que ninguém soubesse,
Você voltou para mim.
Velejo por teus lábios de fino traço,
E a deriva me acho no castanho dos olhos,
Que me traga a alma de uma só vez.
Insondáveis mistérios que atraem,
Vivo a esquivar de uma foice,
Que afiada no esmeril da ilusão,
Força minha garganta a calar o teu nome.
Penso em teus abraços,
Como um sonho lúcido,
Ainda que sinta o gosto do meu algoz,
Nas entranhas do teu corpo,
Ou nos beijos que nunca foram meus.
Persisto na entrega,
Do corpo, da alma, da essência,
Devoção que não requer nada em troca,
Ate que um dia eu pereça,
Transcenda ou te esqueça.
sábado, 16 de julho de 2005
Canção De Um (Otimista) Vencido
Uma praia ao sul do mar,
Pedreiras dormentes,
Gaivotas plangentes,
Mensagem de um sorriso.
A estrela que jazia estelar,
Naufragou a morar,
No fundo do mar,
Cadente estrela emergente!
Meio marinha pela manhã,
Já à noite, sobe aos céus,
Celeste! Sua imagem...
Sobre nós, elas riem-se,
Formam elos a exemplo claro,
De nossa sincera união.
Onde estão as flores da primavera?
Congeladas no inverno.
Os dias se atropelam,
E um sol diferente nasce,
Para cada dia igual,
Àquele que pede substituição.
Às vezes penso alto,
Profano o teu segredo,
Que sagrado,
Ninguém saber mais quer.
Meu novo dia é vencido,
Violado, fora de prazo,
A embalagem nem vi a cor,
Fraude natural a qual,
Tanto se acredita!
Persiste ali um sorriso,
Cantado por menestréis,
Que evocam o que já passou,
E também a mim e a você...
Epíalo de beijo roubado!
Pedreiras dormentes,
Gaivotas plangentes,
Mensagem de um sorriso.
A estrela que jazia estelar,
Naufragou a morar,
No fundo do mar,
Cadente estrela emergente!
Meio marinha pela manhã,
Já à noite, sobe aos céus,
Celeste! Sua imagem...
Sobre nós, elas riem-se,
Formam elos a exemplo claro,
De nossa sincera união.
Onde estão as flores da primavera?
Congeladas no inverno.
Os dias se atropelam,
E um sol diferente nasce,
Para cada dia igual,
Àquele que pede substituição.
Às vezes penso alto,
Profano o teu segredo,
Que sagrado,
Ninguém saber mais quer.
Meu novo dia é vencido,
Violado, fora de prazo,
A embalagem nem vi a cor,
Fraude natural a qual,
Tanto se acredita!
Persiste ali um sorriso,
Cantado por menestréis,
Que evocam o que já passou,
E também a mim e a você...
Epíalo de beijo roubado!
terça-feira, 12 de julho de 2005
O Viajante Onírico

Foge ao meu compasso,
Cognatos escalados,
Emparedados a uma esfera,
De cruzamentos sem fim.
Meu corpo não tem peso,
Quem ocupa meus espaços?
A ausência...
Líquidos embebidos em nesgas,
De um sudário que não usei.
Por essa água que decai,
E por todo olho que não vê,
Estarei de braços abertos,
Homem de vitruvio serei!
Acostumar os olhos ao silêncio,
A uma vontade inconfessa de deixar-se,
Sublimar...
Uma nau rumo ao incerto,
Fragmentos dos sinais do tempo.
Essa feiúra estética que assombra,
Mora atrás dos olhos dos homens!
Homens que criam “o feio”,
Para aviltar o belo, a inocência,
E a pureza de corações ingênuos.
Degredado de luas cheias,
Refino o rufar das cordas,
Que vocais, silenciam-se em mi,
Plúmbeo som a entrecortar,
Meu cenho com teu verdugo.
Timorato enquanto vivo...
Sem deflagrar guerras,
Ou desbotar as têmporas,
Desatentas de um amor ido.
Via Láctea ai vou eu!
sexta-feira, 8 de julho de 2005
Os Pais Podem Ou Devem?
Numa reportagem no programa “Fantástico”
apresentado pela rede gLOBO de televisão há alguns
meses atrás que abordava a questão da “privacidade”
dos filhos adolescentes teve a seguinte chamada: -
“Até que ponto os pais podem entrar na”intimidade”
dos filhos?” E com isso levantava a bola para uma
discussão que tratou da “invasão” da privacidade dos
filhos pelos seus pais. É indiscutível a diferença existente
entre a forma em que foram criadas as gerações passadas
e a “moderna” concepção quase pedagógica para o
preparo dos filhos daquelas para a vida adulta. Caso
curioso aconteceu quando um pai que no afã de corrigir
o seu filho que se negou a deixa-lo "revistar" sua mochila
(na verdade o pai suspeitava que seu filho estivesse se
metendo com drogas), lançou mão de um cinto para faze-lo
e pasmou-se com o desenrolar da situação...ele
simplesmente correu para perto do telefone e disse
ao pai que se lhe encostasse o cinto, chamaria a policia.
Alegaria o adolescente às autoridades que teria sido
“espancado” pelo pai mostrado a eles os eventuais hematomas.
Esse pai pode ou deve? Resultado? Como era um caso
de pai filho de uma família um tanto quanto conservadora...
pau no moleque! Esta seria uma situação que se aplica à regra
ou a exceção? Não é a toa que cresce hoje o índice de violência
e de muitas outras gratuidades de modas absurdas com
uma juventude que, desde cedo, aprende que o “errado”
é na verdade o “certo”. Aprende com quem?
Com seus pais? Parentes? Amigos? Também... Os ídolos
Com seus pais? Parentes? Amigos? Também... Os ídolos
dessa geração não são anjos sequer caídos! A sociedade
nos impõe constantemente um caminho a seguir, obstáculos
a serem superados, um constante preparo para o mercado
a serem superados, um constante preparo para o mercado
de trabalho é um não obstante exemplo. E na fase mais volátil
que é a da auto-afirmação e a busca por ser reconhecido e aceito
que acontece uma “transmutação de todos os valores”.
Transmutação não no sentido Nietzscheniano mas sim
no sentido de uma involução pelo progresso. Ou seria essa
no sentido de uma involução pelo progresso. Ou seria essa
geração uma nova “geração coca-cola? Dessa juventude a
qual está destinado o futuro do nosso país, o Brasil do “mensalão”
e também dos “sem-pão” há de se esperar o que?
segunda-feira, 4 de julho de 2005
A consequência do meu pessimismo, surge!
Um dia desse a química surgiu,
A explicar meu beijo físico...
Em teu queixo meio caído, puído,
De vidro a se debruçar em solidão.
Se fico aqui parado a dizer, desferir,
Gestos instrospectos de curto alcance,
Motivos ignorados, inatos,
Presenciam minha intenção esvair-se.
Doravante, saiba de que estou falando,
Um semblante que ao meu induz....
Idéias absurdas,voluptuoso intento,
Estar pra lá dos céus não vale mais!
Os livros nessa estante da vida,
São alegóricos sob olhares cegos...
Que em braile não os lêem,
Nem os querem bem.
Os dias que se vão nada prometem,
Despedidas de primaveras,
Contidas em cetim de rosas,
Que recobrem seu corpo de tristania.
Mesmo sem saber de tua felicidade,
Os ventos que movem moinhos sábios,
Adormecidos a encalacrar seus sonhos,
À realidade avisam de seu desaparecimento...
Antes que meus braços te achem!
Tua ferida a sangrar pra dentro,
Transforma-se em nosso elo...
E quando se sentires sozinha,
De olhos fechados encontraras,
O segredo e o remédio para toda dor,
Você mesma!
A explicar meu beijo físico...
Em teu queixo meio caído, puído,
De vidro a se debruçar em solidão.
Se fico aqui parado a dizer, desferir,
Gestos instrospectos de curto alcance,
Motivos ignorados, inatos,
Presenciam minha intenção esvair-se.
Doravante, saiba de que estou falando,
Um semblante que ao meu induz....
Idéias absurdas,voluptuoso intento,
Estar pra lá dos céus não vale mais!
Os livros nessa estante da vida,
São alegóricos sob olhares cegos...
Que em braile não os lêem,
Nem os querem bem.
Os dias que se vão nada prometem,
Despedidas de primaveras,
Contidas em cetim de rosas,
Que recobrem seu corpo de tristania.
Mesmo sem saber de tua felicidade,
Os ventos que movem moinhos sábios,
Adormecidos a encalacrar seus sonhos,
À realidade avisam de seu desaparecimento...
Antes que meus braços te achem!
Tua ferida a sangrar pra dentro,
Transforma-se em nosso elo...
E quando se sentires sozinha,
De olhos fechados encontraras,
O segredo e o remédio para toda dor,
Você mesma!
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Aos Vivos e Mortos
Obrigado a todos os vivos,
E também a todos os mortos.
Aos que vivem: o horizonte,
E aos que deixaram de viver,
Que não passaram do dia de ontem,
Um aviso:
Derreteu-se a ultima das geleiras!
Caídos estão os últimos alados!
Encontro estilhaços das bombas,
No ponteiro do relógio que se esqueceu,
Me esqueceu preso por aqui,
Bombas, de efeito MORAL...
Todo perigo já não é,
As lagrimas destinadas ao chão,
Inundam a solidão de quem não conheço,
A chorar no berço das horas incautas.
Flutuei alto acima do céu,
E de todos aqueles que pensam voar,
Vôos rasantes e pensamentos mordazes,
Impediram que eu fosse alcançado.
A aterrissagem foi caudalosa...
Como quem erige das gretas cutâneas,
Sabendo que será abatido a seu momento,
Ao momento de neurastenia minha.
Esse carnaval de sentimentos ornados,
Ferem a aura daqueles tímidos filhos,
Que nasceram para aos vermes alimentar,
De forma que qualquer solidão seja perdoada.
Demonstrar o que ando sentindo,
É submeter à morte todo desejo irrealizável!
E a vida, a inocência permitida...
Antes que a dor deixe de nos afetar.
E também a todos os mortos.
Aos que vivem: o horizonte,
E aos que deixaram de viver,
Que não passaram do dia de ontem,
Um aviso:
Derreteu-se a ultima das geleiras!
Caídos estão os últimos alados!
Encontro estilhaços das bombas,
No ponteiro do relógio que se esqueceu,
Me esqueceu preso por aqui,
Bombas, de efeito MORAL...
Todo perigo já não é,
As lagrimas destinadas ao chão,
Inundam a solidão de quem não conheço,
A chorar no berço das horas incautas.
Flutuei alto acima do céu,
E de todos aqueles que pensam voar,
Vôos rasantes e pensamentos mordazes,
Impediram que eu fosse alcançado.
A aterrissagem foi caudalosa...
Como quem erige das gretas cutâneas,
Sabendo que será abatido a seu momento,
Ao momento de neurastenia minha.
Esse carnaval de sentimentos ornados,
Ferem a aura daqueles tímidos filhos,
Que nasceram para aos vermes alimentar,
De forma que qualquer solidão seja perdoada.
Demonstrar o que ando sentindo,
É submeter à morte todo desejo irrealizável!
E a vida, a inocência permitida...
Antes que a dor deixe de nos afetar.
terça-feira, 31 de maio de 2005
Como se Fosse a Última
Tudo que vivi nesta curta vida,
Contrasta com a imagem final,
Daquela que recomeça atrevida,
Sua regeneração de todo mal.
Duetos de vozes enarmônicas,
Comportam-se benevolentes...
E todas as pedras que te jogam,
Deixarão de doer jamais.
Assim como toda palavra perdida,
Mal dita, encontrará um caminho,
Aonde te escondestes aturdida,
Com a chave que abre meu moinho.
Preferiu você que meus desejos,
Fossem embebidos em flamas,
Ora partilhando de meus cortejos,
Cortou-me nos pulsos dizendo que ama.
Acomodas em teu busto,
Aéreas flores nascidas num campo...
Para muito além dos arbustos,
Podados por seus enganos sinceros.
Não tenho mais tempo,
Contra o feixe que se dispara,
A cegar minhas emoções,
A chover e levar suas memórias...
De mim, daqui, da poeira,
Que ficou sobre as não menos artificiais flores,
De plástico, com orvalhos, de lagrimas,
Tudo formado por nuvens passageiras,
A perder-se no arrulho do silêncio.
Contrasta com a imagem final,
Daquela que recomeça atrevida,
Sua regeneração de todo mal.
Duetos de vozes enarmônicas,
Comportam-se benevolentes...
E todas as pedras que te jogam,
Deixarão de doer jamais.
Assim como toda palavra perdida,
Mal dita, encontrará um caminho,
Aonde te escondestes aturdida,
Com a chave que abre meu moinho.
Preferiu você que meus desejos,
Fossem embebidos em flamas,
Ora partilhando de meus cortejos,
Cortou-me nos pulsos dizendo que ama.
Acomodas em teu busto,
Aéreas flores nascidas num campo...
Para muito além dos arbustos,
Podados por seus enganos sinceros.
Não tenho mais tempo,
Contra o feixe que se dispara,
A cegar minhas emoções,
A chover e levar suas memórias...
De mim, daqui, da poeira,
Que ficou sobre as não menos artificiais flores,
De plástico, com orvalhos, de lagrimas,
Tudo formado por nuvens passageiras,
A perder-se no arrulho do silêncio.
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